Terceirizados da Coelba, empresa de eletricidade da Bahia, fizeram uma manifestação em Salvador devido ao atraso no pagamento de salários. Cerca de 50 trabalhadores bloquearam o acesso à sede da empresa, exigindo o pagamento de três meses de salários atrasados, além de benefícios não pagos, como vale-transporte e ticket-alimentação. A Neoenergia Coelba afirmou que não possui pendências financeiras com a contratada e que acionou medidas judiciais para resolver a situação com os trabalhadores.
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Na Bahia, os eletricitários desempenham um papel crucial na infraestrutura energética do estado, fornecendo eletricidade para residências, empresas e instituições. No entanto, esses trabalhadores têm enfrentado desafios significativos em sua luta para não se tornarem parte da classe do precariado.
Desde a sua criação, a energia elétrica tem sido uma força motriz fundamental para o desenvolvimento econômico e social. Na Bahia, os eletricitários têm sido protagonistas dessa história, fornecendo energia para o crescimento das indústrias, o conforto das residências e a operação dos serviços públicos. No entanto, o reconhecimento e a valorização desses trabalhadores têm sido historicamente limitados.
Apesar de desempenharem um papel essencial na sociedade, muitos eletricitários na Bahia enfrentam condições de trabalho precárias. Salários baixos, atrasos nos pagamentos, falta de benefícios e jornadas extenuantes são apenas alguns dos desafios enfrentados por esses trabalhadores. Essas condições refletem a lógica capitalista de maximização dos lucros, que muitas vezes coloca os interesses econômicos acima do bem-estar e da dignidade dos trabalhadores.
A precarização do trabalho tem sido uma tendência global, e os eletricitários na Bahia não estão imunes a essa realidade. A falta de estabilidade no emprego, a terceirização e a redução de direitos trabalhistas têm contribuído para a formação de uma classe do precariado, composta por trabalhadores que enfrentam condições de trabalho instáveis e inseguras. Essa situação representa um retrocesso nas conquistas históricas da classe trabalhadora e exige uma resposta coletiva.
Diante dessas condições adversas, os eletricitários na Bahia têm se organizado e lutado por seus direitos. Sindicatos, associações e movimentos sociais têm desempenhado um papel fundamental na articulação dessas lutas, reivindicando salários dignos, melhores condições de trabalho e o fim da precarização. Essas lutas são baseadas na perspectiva materialista e dialética, que busca entender as relações de poder e exploração por trás das condições de trabalho e busca transformar a realidade por meio da ação coletiva.
Os eletricitários na Bahia desempenham um papel essencial na sociedade, fornecendo eletricidade para o desenvolvimento econômico e social. No entanto, as condições de trabalho precárias e a tendência de precarização ameaçam a dignidade desses trabalhadores. A luta por melhores condições e a resistência contra a precarização são fundamentais para garantir que os eletricitários não se tornem parte da classe do precariado. Essa luta deve ser baseada em uma perspectiva materialista, histórica e dialética, que busca entender as estruturas de poder e exploração e transformar a realidade por meio da ação coletiva. Somente assim os eletricitários poderão conquistar condições de trabalho justas e dignas, garantindo seu papel essencial na sociedade baiana.
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