Petroleiros marcam greve no Ceará contra privatizações

 

Petroleiros marcam greve no Ceará contra privatizações



Os petroleiros do Ceará e Piauí anunciaram uma greve em resposta à venda da refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), localizada em Fortaleza. A greve está marcada para começar na próxima terça-feira (27) e contará com o apoio de petroleiros de outros estados. A venda da refinaria foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para o grupo Grepar Participações, e a Petrobras assinou o contrato de venda em maio de 2022. A refinaria foi vendida por US$ 34 milhões, 55% abaixo da estimativa de valor de mercado. A greve denuncia o risco de desabastecimento devido à criação de um monopólio privado na região e destaca o impacto econômico e social que a venda terá no estado. A Lubnor é responsável por cerca de 10% da produção de asfalto no país, além de fornecer lubrificantes e derivados para o Nordeste e outros estados. A Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) afirmou que analisará o acordo do Cade e tomará medidas judiciais se houver prejuízos à Petrobras ou ao mercado interno.

***

Os petroleiros têm desempenhado um papel fundamental na luta pela soberania nacional, especialmente quando se trata da defesa dos interesses do setor petrolífero e da preservação dos recursos energéticos do país. Essa luta ganha ainda mais relevância em um contexto em que a privatização de empresas estatais tem sido uma tendência.

Os petroleiros são profissionais altamente capacitados e desempenham funções essenciais na cadeia produtiva do petróleo, desde a exploração até o refino e a distribuição. Eles têm conhecimento técnico e experiência que são vitais para a operação eficiente e segura do setor.

Uma das principais preocupações dos petroleiros é a venda de empresas estatais, como refinarias e campos de petróleo, para o setor privado. Eles argumentam que essas privatizações podem comprometer a soberania nacional, uma vez que o controle desses ativos passa para mãos estrangeiras ou grupos empresariais com interesses não alinhados com os do país.

Além disso, os petroleiros estão cientes do papel estratégico do petróleo na economia e na política internacional. O controle sobre a produção e distribuição de petróleo confere poder e influência no cenário global. Portanto, os petroleiros defendem a importância de manter a propriedade estatal desses recursos, garantindo que as decisões relacionadas à exploração e utilização do petróleo sejam tomadas levando em consideração os interesses nacionais.

Os petroleiros também estão envolvidos na defesa dos direitos trabalhistas e nas condições de trabalho justas para os profissionais do setor. Eles lutam por salários dignos, segurança no trabalho, benefícios sociais e melhores condições de trabalho.

Para expressar sua posição e buscar a preservação da soberania nacional, os petroleiros organizam manifestações, greves e outros tipos de ações sindicais. Eles se unem em sindicatos e associações para fortalecer sua voz e defender seus direitos.

No entanto, é importante destacar que a luta dos petroleiros pela soberania nacional não se resume apenas a interesses corporativos. Eles têm uma compreensão ampla do impacto socioeconômico que as decisões relacionadas ao setor petrolífero podem ter sobre a população em geral. Eles defendem o uso responsável dos recursos naturais, a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.

Em resumo, os petroleiros desempenham um papel importante na defesa da soberania nacional, tanto no que diz respeito à propriedade estatal dos recursos petrolíferos quanto à proteção dos direitos trabalhistas e das condições de trabalho justas. Sua luta visa garantir que as decisões relacionadas ao setor petrolífero sejam tomadas no melhor interesse do país e de sua população.

Siga nossas redes:

https://allmylinks.com/cemarxistas

Postar um comentário

0 Comentários