ICMS ou nada?

ICMS ou nada? 

O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um imposto regressivo, ou seja, é um imposto cuja carga tributária é maior para quem ganha menos.

Isso acontece porque o ICMS é um imposto indireto que incide sobre o consumo de bens e serviços. Como as pessoas de baixa renda gastam uma proporção maior de sua renda em consumo do que as pessoas de alta renda, acabam pagando uma proporção maior de seu orçamento em ICMS do que aqueles que ganham mais.

Por exemplo, se uma pessoa de baixa renda gasta 70% de sua renda em consumo, e o ICMS é de 20%, ela estará pagando efetivamente 14% de sua renda em ICMS. Já uma pessoa de alta renda que gasta apenas 30% de sua renda em consumo estará pagando apenas 6% de sua renda em ICMS.

Assim, apesar de todos pagarem o mesmo percentual em ICMS sobre os produtos e serviços que consomem, a carga tributária acaba sendo maior proporcionalmente para as pessoas de menor renda, tornando o ICMS um imposto regressivo.

Nos últimos anos, tem havido discussões no Brasil sobre a necessidade de reformar o sistema tributário, incluindo mudanças no ICMS. Algumas alternativas propostas incluem:

Imposto sobre Valor Agregado (IVA) - A proposta de implementação do IVA visa unificar impostos como ICMS, ISS, PIS e Cofins em um único imposto. A ideia é simplificar a cobrança de impostos e tornar o sistema tributário mais eficiente.

Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) - A proposta de implementação do IBS visa substituir os impostos sobre consumo, como o ICMS e o ISS, por um único imposto sobre bens e serviços.

Imposto Seletivo - A proposta de implementação do Imposto Seletivo visa cobrar impostos sobre produtos específicos, como cigarros, bebidas alcoólicas, combustíveis e veículos de luxo. A ideia é aumentar a arrecadação de impostos com produtos considerados supérfluos ou prejudiciais à saúde.

Imposto de Renda Progressivo - A proposta de implementação do Imposto de Renda Progressivo visa aumentar a progressividade do imposto de renda, de forma a torná-lo mais justo e redistributivo.

Imposto sobre Transações Financeiras (ITF) - A proposta de implementação do ITF visa cobrar impostos sobre transações financeiras, como transferências bancárias, saques em dinheiro e pagamentos com cartão de crédito. A ideia é aumentar a arrecadação de impostos e reduzir a dependência do governo em relação ao ICMS e outros impostos sobre consumo.

Essas são algumas das alternativas propostas no Brasil para substituir o ICMS. No entanto, qualquer mudança no sistema tributário requer uma análise detalhada dos impactos econômicos e sociais, e uma ampla discussão com a sociedade e os setores envolvidos.

Entre as propostas citadas, a única que é progressiva é a proposta de implementação do Imposto de Renda Progressivo.

O Imposto de Renda é um imposto direto que incide sobre a renda e os ganhos de capital das pessoas físicas e jurídicas. Quando o Imposto de Renda é progressivo, as alíquotas são maiores para as pessoas de maior renda, e menores para as pessoas de menor renda, tornando assim o imposto mais justo e redistributivo.

Dessa forma, a implementação de um Imposto de Renda Progressivo pode ajudar a reduzir as desigualdades sociais e tornar o sistema tributário mais justo. No entanto, é importante ressaltar que qualquer mudança no sistema tributário deve ser amplamente discutida com a sociedade e os setores envolvidos, para garantir que os impactos econômicos e sociais sejam devidamente considerados.

Enquanto isso no Socialismo...

A Coreia Popular, também conhecida como Coreia do Norte, é um dos poucos países do mundo que eliminou completamente a cobrança de impostos. Isso ocorreu em 1974, quando o líder norte-coreano Kim Il Sung anunciou a extinção das cobranças de impostos no país.

De acordo com Kim Il Sung, a eliminação dos impostos foi uma medida necessária para construir uma economia socialista forte e independente. Ele afirmou que os impostos eram uma forma de exploração do povo, e que a abolição dos impostos permitiria que os trabalhadores norte-coreanos se concentrassem em seu trabalho e contribuíssem para o desenvolvimento da nação.

A eliminação dos impostos na Coreia Popular teve um impacto significativo na economia do país. Segundo relatos, a medida ajudou a aumentar a produção agrícola e industrial, bem como a qualidade de vida da população. Além disso, a abolição dos impostos foi acompanhada por outras reformas econômicas, como a nacionalização dos meios de produção e a implementação do planejamento centralizado da economia.

No entanto, é importante ressaltar que a economia da Coreia Popular tem sido objeto de críticas e controvérsias. Segundo dados da ONU, a economia do país é altamente centralizada e depende fortemente da ajuda externa. Além disso, o país enfrenta sanções econômicas internacionais, o que dificulta ainda mais o seu desenvolvimento.

Apesar disso, a eliminação dos impostos na Coreia Popular continua sendo um exemplo único de como um país pode optar por um sistema econômico diferente, baseado na cooperação e no planejamento centralizado. 

Considerações (ou não)

Em resumo, a questão dos impostos é complexa e deve ser abordada de maneira cuidadosa e bem informada. É importante considerar os diferentes impactos das políticas fiscais sobre a economia e a sociedade, bem como buscar soluções que sejam justas e efetivas.







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