Arábia Saudita: Sócio Menor do Imperialismo

Arábia Saudita: Sócio Menor do Imperialismo 


A Arábia Saudita é um país localizado no Oriente Médio com uma rica história e cultura. A região onde a Arábia Saudita se encontra é conhecida por ser a terra natal do Islã e do profeta Maomé. A Arábia Saudita moderna foi fundada em 1932 pelo rei Abdulaziz Al Saud, unificando várias tribos árabes sob uma única bandeira.

A economia da Arábia Saudita é impulsionada principalmente pelo petróleo, que é responsável por cerca de 42% do PIB do país e 90% das receitas de exportação. O país é o maior exportador de petróleo do mundo e possui algumas das maiores reservas conhecidas de petróleo do mundo. Além do petróleo, a Arábia Saudita tem investido em setores como a indústria petroquímica, mineração, turismo e serviços financeiros.

No entanto, o sistema político da Arábia Saudita é altamente autoritário e falta democracia. O país é governado por uma monarquia absoluta, onde o rei é o chefe de estado e o primeiro-ministro é o chefe de governo. O poder executivo é altamente centralizado e as instituições políticas são controladas pela família real. A falta de democracia tem levado a críticas sobre a falta de direitos políticos e civis, bem como a perseguição de grupos opositores e defensores dos direitos humanos.

A liberdade sindical na Arábia Saudita é muito limitada e os trabalhadores têm poucos direitos ou proteções legais. A atividade sindical é considerada ilegal e os sindicalistas podem enfrentar assédio, detenção e outras formas de repressão por parte das autoridades sauditas. A discriminação e a violência contra as mulheres e a comunidade LGBT+ também são comuns no país.

Além disso, a Arábia Saudita tem sido criticada por seu envolvimento em conflitos regionais, como a guerra no Iêmen, e por sua histórica relação com o terrorismo internacional.

Em termos de setores econômicos, além do petróleo, a Arábia Saudita tem investido em outras áreas, incluindo a indústria de alimentos e bebidas, transporte, construção, saúde e educação. No entanto, o país ainda depende fortemente do petróleo e as flutuações no mercado global de petróleo podem ter um impacto significativo na economia saudita.




Oposição e esquerda na arábia saudita 

A Arábia Saudita é um país altamente autoritário, onde a oposição política e a esquerda têm pouca presença pública ou política. A atividade política organizada é altamente reprimida pelo governo saudita, e as críticas públicas ao governo são desencorajadas e punidas com prisão, perseguição ou até mesmo execução.

A oposição política na Arábia Saudita é geralmente dividida entre grupos islâmicos conservadores e grupos seculares reformistas. No entanto, a maioria desses grupos é proibida de se organizar publicamente ou participar de eleições. O governo saudita alega que a proibição da atividade política é necessária para garantir a estabilidade e a segurança do país, mas os críticos afirmam que essa restrição impede a democracia e os direitos políticos no país.

A esquerda política na Arábia Saudita tem uma história limitada. Durante as décadas de 1950 e 1960, grupos comunistas e socialistas tentaram estabelecer uma presença na política saudita, mas esses esforços foram rapidamente reprimidos pelo governo. Hoje, o socialismo e outras ideologias de esquerda são vistas com desconfiança pelas autoridades sauditas e muitas vezes são proibidas.

No entanto, os defensores dos direitos humanos e da democracia na Arábia Saudita continuam a trabalhar no sentido de uma mudança política pacífica, mesmo enfrentando o risco de perseguição e prisão. Através de plataformas on-line e redes sociais, eles buscam chamar a atenção para os problemas de direitos humanos e a falta de democracia no país, na esperança de um dia alcançar a mudança política desejada.

Geopolítica 

A política internacional da Arábia Saudita é influenciada por sua posição como um dos principais produtores de petróleo do mundo e pelo fato de ser uma nação muçulmana sunita líder. O país é aliado dos Estados Unidos e de outros países ocidentais, com os quais mantém laços econômicos e de segurança. Além disso, a Arábia Saudita é um importante membro da Liga Árabe e tem sido um ator importante na promoção da estabilidade e segurança na região do Oriente Médio.

A Arábia Saudita tem sido historicamente um crítico ferrenho do Irã, que é visto como seu principal rival regional. A Arábia Saudita acredita que o Irã está tentando desestabilizar a região e promover a expansão do xiismo em países de maioria sunita, como a própria Arábia Saudita. Por isso, a Arábia Saudita tem se aliado com outros países da região, como o Egito e os Emirados Árabes Unidos, para contrabalançar o poder do Irã.

Além disso, a Arábia Saudita tem se envolvido em conflitos regionais, como a guerra civil no Iêmen, onde lidera uma coalizão militar que luta contra os rebeldes houthis supostamente apoiados pelo Irã. O país também foi um importante apoiador de grupos rebeldes na Síria, que lutaram contra o governo do presidente Bashar al-Assad, aliado do Irã

Relação com Brasil 

As relações entre Arábia Saudita e Brasil são marcadas por uma longa história de cooperação e comércio, especialmente nas áreas de agricultura, indústria alimentícia e energia. A Arábia Saudita é um importante importador de produtos brasileiros, especialmente carne bovina, frango, soja e açúcar.

Nos últimos anos, as relações entre os dois países têm se intensificado, com a visita de autoridades sauditas ao Brasil e vice-versa. Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro visitou a Arábia Saudita, onde assinou acordos comerciais no valor de US$ 10 bilhões. Além disso, a Arábia Saudita tem mostrado interesse em investir em infraestrutura e em outros setores da economia brasileira. Em troca o ex-presidente e sua esposa ganharam jóias no valor de 16 milhões de reais, em mais um escândalo e escárnio ao povo brasileiro. 

No entanto, as relações entre os dois países também foram abaladas em algumas ocasiões. Em 2018, a Arábia Saudita suspendeu temporariamente as importações de carne de frango de algumas empresas brasileiras, após uma investigação da Polícia Federal do Brasil sobre supostas irregularidades em frigoríficos. A suspensão foi levantada posteriormente, depois que o Brasil tomou medidas para reforçar seus controles de qualidade.

Além disso, a posição do Brasil em relação a conflitos no Oriente Médio tem sido motivo de tensão entre os dois países. Em 2020, o Brasil decidiu mudar sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, uma medida que foi criticada pela Arábia Saudita e outros países muçulmanos. A mudança foi vista como um apoio à política do governo israelense, que é visto como um adversário pela Arábia Saudita.

Em geral, as relações entre Arábia Saudita e Brasil são marcadas por uma forte cooperação econômica, mas também por tensões políticas e comerciais ocasionais. Ou seja, uma relação marcada pela contradição.

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