Analise de conjuntura - Março de 2023 | Editorial 01
Editorial de Março
O Centro de Estudos Marxistas anunciou o lançamento de um editorial mensal, que será publicado em formato digital e abordará temas relacionados à teoria marxista e sua aplicação na análise da conjuntura política e social atual. A iniciativa tem como objetivo contribuir para o debate público e para a difusão das ideias marxistas, promovendo uma reflexão crítica sobre as contradições e desafios do capitalismo contemporâneo. O editorial será produzido por um coletivo de pesquisadores e militantes comprometidos com a luta por uma sociedade mais justa e igualitária, e estará disponível gratuitamente para acesso online. A expectativa é de que o editorial se torne uma referência para estudiosos e ativistas da esquerda brasileira e latino-americana, ampliando o debate sobre as alternativas ao modelo neoliberal que domina a agenda política global.Expressões de classe em movimento
Na perspectiva de Marx e Lenin, as expressões de classe se referem às formas pelas quais as relações sociais de produção se manifestam na vida cotidiana. Essas expressões são evidentes nas desigualdades sociais e econômicas que existem entre as classes, bem como nas lutas entre elas
Com base nas teorias leninistas, podemos entender que o Partido dos Trabalhadores (PT) se caracteriza como uma organização política liderada pela aristocracia operária. Isso significa que o partido é formado por uma elite de trabalhadores mais qualificados, que possuem uma posição privilegiada dentro da classe trabalhadora e que tendem a se identificar mais com os interesses da burguesia do que com os interesses do proletariado em geral.
Por outro lado, o fascismo e o bolsonarismo se apoiam principalmente no mercado financeiro e nas camadas lumpemproletárias e pequeno-burguesas radicalizadas pela crise econômica. Essas camadas, desesperadas pela falta de perspectivas e pela sensação de abandono por parte do Estado, acabam se voltando para o discurso autoritário e nacionalista do fascismo como uma forma de proteção contra as incertezas do mundo atual.
A chamada pretensa burguesia moderada, por sua vez, age como um jogador duplo, controlando partes do governo e pressionando outras. Ela tenta construir uma posição própria diante da crise, apoiando o fascismo quando lhe convém e agindo de forma moderada quando necessário para manter sua posição de poder e influência.
Por fim, o proletariado se mantém na crise de organização, sob a liderança da aristocracia operária. Isso significa que os trabalhadores ainda não conseguiram se unir em uma luta comum contra o capitalismo.
No contexto das expressões de classe, é possível observar que alguns partidos políticos que representam o proletariado, como o PCB, a UP, etc. estão passando por um processo de reorganização em que a pequena burguesia radicalizada à esquerda se une às suas fileiras. Essa aliança, embora possa parecer vantajosa à primeira vista, pode trazer alguns desafios para a retaguarda operária, que é a base desses partidos, pois a pequena burguesia pode ter uma visão distorcida das necessidades e interesses dos trabalhadores.
Além disso, é importante destacar que esses partidos têm organizado com mais força a retaguarda do que a vanguarda, diferentemente do caminho trilhado em períodos políticos anteriores. Isso pode indicar uma mudança nas estratégias políticas dessas organizações, que priorizam a mobilização da base e a construção de um movimento popular forte e coeso, em vez de se concentrar apenas em lideranças e figuras de destaque.
Em suma, a análise das expressões de classe revela que as lutas sociais e políticas são complexas e envolvem a interação entre diferentes atores e interesses. Nesse sentido, é fundamental que os partidos políticos e movimentos sociais estejam atentos às necessidades e demandas dos trabalhadores, buscando construir alianças e estratégias que permitam a unidade na luta por uma sociedade mais justa e igualitária.
Com base nas teorias leninistas, podemos entender que o Partido dos Trabalhadores (PT) se caracteriza como uma organização política liderada pela aristocracia operária. Isso significa que o partido é formado por uma elite de trabalhadores mais qualificados, que possuem uma posição privilegiada dentro da classe trabalhadora e que tendem a se identificar mais com os interesses da burguesia do que com os interesses do proletariado em geral.
Por outro lado, o fascismo e o bolsonarismo se apoiam principalmente no mercado financeiro e nas camadas lumpemproletárias e pequeno-burguesas radicalizadas pela crise econômica. Essas camadas, desesperadas pela falta de perspectivas e pela sensação de abandono por parte do Estado, acabam se voltando para o discurso autoritário e nacionalista do fascismo como uma forma de proteção contra as incertezas do mundo atual.
A chamada pretensa burguesia moderada, por sua vez, age como um jogador duplo, controlando partes do governo e pressionando outras. Ela tenta construir uma posição própria diante da crise, apoiando o fascismo quando lhe convém e agindo de forma moderada quando necessário para manter sua posição de poder e influência.
Por fim, o proletariado se mantém na crise de organização, sob a liderança da aristocracia operária. Isso significa que os trabalhadores ainda não conseguiram se unir em uma luta comum contra o capitalismo.
No contexto das expressões de classe, é possível observar que alguns partidos políticos que representam o proletariado, como o PCB, a UP, etc. estão passando por um processo de reorganização em que a pequena burguesia radicalizada à esquerda se une às suas fileiras. Essa aliança, embora possa parecer vantajosa à primeira vista, pode trazer alguns desafios para a retaguarda operária, que é a base desses partidos, pois a pequena burguesia pode ter uma visão distorcida das necessidades e interesses dos trabalhadores.
Além disso, é importante destacar que esses partidos têm organizado com mais força a retaguarda do que a vanguarda, diferentemente do caminho trilhado em períodos políticos anteriores. Isso pode indicar uma mudança nas estratégias políticas dessas organizações, que priorizam a mobilização da base e a construção de um movimento popular forte e coeso, em vez de se concentrar apenas em lideranças e figuras de destaque.
Em suma, a análise das expressões de classe revela que as lutas sociais e políticas são complexas e envolvem a interação entre diferentes atores e interesses. Nesse sentido, é fundamental que os partidos políticos e movimentos sociais estejam atentos às necessidades e demandas dos trabalhadores, buscando construir alianças e estratégias que permitam a unidade na luta por uma sociedade mais justa e igualitária.
Contradição da Conjuntura: Centro da Tática
Devemos apontar a inutilidade de propor ações para forças políticas opostas ou esperar que o governo Social Democrata aja. A coalizão Lula-Alckmin tem uma tendência de isolar o fascismo institucionalmente por meio da criminalização de posturas, ganhando o fisiologismo para si e enfraquecendo a base social real do fascismo. Por outro lado, os partidos que representam a classe proletária, a chamada extrema esquerda, precisam definir suas próprias ações diante desse cenário.
Na última década, mesmo com a pequena proporção da extrema esquerda, é inegável que a propaganda comunista está se amplificando e atingindo mais pessoas. Ainda que longe do necessário, é uma tendência positiva que deve ser mantida e reforçada. A propaganda comunista deve encontrar maior eco durante o governo socialdemocrata, pois ele demonstra a limitação do sistema e aponta para sua superação. As questões materiais diárias aproximam massas maiores de nós e, portanto, é importante ter um aparato organizado, preparado e conciso para propagar nossas ideias e formar mais camaradas competentes.
A agitação diária é necessária e deve ser o mais antifascista possível no conteúdo, embora não necessariamente na forma. Não se espera apenas panfletos, jornais, agitação de rua ou atos, mas sim uma ampla agitação contra o Bolsonarismo nos temas, locais e setores onde ainda possui influência. Com as bandeiras Negra e Vermelha ou não, espera-se uma ampla agitação para isolar o Bolsonarismo entre os trabalhadores e lumpemproletariados.
Na prática, no dia a dia militante, além da agitação antifascista e da propaganda comunista, as ações junto às massas e trabalhadores devem ter um caráter de isolar o Bolsonarismo entre eles e mostrar pelo exemplo que somos não só seus aliados, mas também seu mecanismo de luta e melhora concreta de vida. As organizações voltadas para questões da população Negra, LGBT, Mulheres, etc. têm um papel importante nessa tática. Se construírem em locais de trabalho, estudo e moradia uma verdadeira autodefesa material e física, associada à agitação e propaganda adequadas, darão uma contribuição ímpar à reorganização da luta.
Infelizmente, a terra arrasada deixada em 2022 levará muitos anos para ser reparada, a fome e o desemprego se espalham em todos os locais e os salários se defasaram em todas as categorias. Nesse sentido, os comunistas devem se valer do aprendizado da Pandemia e ter em seu batalhão atividades voltadas para a Solidariedade Proletária, formando uma forte, firme e disciplinada rede de amparo, mobilização e luta. Ampliar a sindicalização, encampar a luta pela recomposição salarial, especialmente das categorias estratégicas, e retirar os sindicatos das direções fossilizadas é uma tarefa central número 2. Isso fortalecerá a organização dos assalariados e da própria Rede, incluindo os sindicatos como fonte e recebedor deste apoio, ou Poder Operário, o Poder Popular. Em resumo, é preciso agir em diversos fronts para enfrentar os desafios atuais e criar condições para uma transformação social mais justa e igualitária.
A construção de um Poder Popular pautado na solidariedade é uma das principais estratégias para a reorganização da classe trabalhadora. É importante lembrar que a solidariedade é uma grande instituição já existente no meio popular, e que aponta para o socialismo do ponto de vista subjetivo. Essa é a nossa maior possibilidade de reorganização, especialmente em meio à calamidade pública que enfrentamos atualmente.
Essa estratégia já está em andamento pelos partidos proletários do país, mas não podemos nos distrair com fatores meramente conjunturais. O centro da tática deve ser deixar a socialdemocracia isolar o fascismo nos meios oficiais, enquanto nós, militantes, isolamos o fascismo do povo trabalhador.
Para isso, é preciso fortalecer a solidariedade por meio de ações concretas junto às massas e trabalhadores. As organizações voltadas para questões da população negra, LGBT, mulheres, entre outras, desempenham um papel fundamental nessa tática. Construir redes de autodefesa material e física associadas a agitação e propaganda adequadas contribuirá para a reorganização da luta e a construção de um Poder Popular.
Além disso, é importante aprender com o que foi vivenciado durante a pandemia e ter em nosso batalhão atividades voltadas para a solidariedade proletária. As brigadas de solidariedade podem ajudar a amenizar as catástrofes diárias, como fome, desabrigo e desemprego, além de se mobilizarem em situações sazonais, como deslizamentos e enchentes. Fortalecer a sindicalização e encampar a luta pela recomposição salarial, especialmente das categorias estratégicas, é uma tarefa central para retirar os sindicatos das direções fossilizadas e ampliar a organização dos assalariados.
Em resumo, a construção de um Poder Popular pautado na solidariedade é uma tática que deve ser mantida e reforçada. É necessário um aparato organizado, preparado e conciso para propagar as ideias e formar mais camaradas competentes. Com isso, poderemos enfrentar a calamidade pública que nos assola e trabalhar pela construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Na última década, mesmo com a pequena proporção da extrema esquerda, é inegável que a propaganda comunista está se amplificando e atingindo mais pessoas. Ainda que longe do necessário, é uma tendência positiva que deve ser mantida e reforçada. A propaganda comunista deve encontrar maior eco durante o governo socialdemocrata, pois ele demonstra a limitação do sistema e aponta para sua superação. As questões materiais diárias aproximam massas maiores de nós e, portanto, é importante ter um aparato organizado, preparado e conciso para propagar nossas ideias e formar mais camaradas competentes.
A agitação diária é necessária e deve ser o mais antifascista possível no conteúdo, embora não necessariamente na forma. Não se espera apenas panfletos, jornais, agitação de rua ou atos, mas sim uma ampla agitação contra o Bolsonarismo nos temas, locais e setores onde ainda possui influência. Com as bandeiras Negra e Vermelha ou não, espera-se uma ampla agitação para isolar o Bolsonarismo entre os trabalhadores e lumpemproletariados.
Na prática, no dia a dia militante, além da agitação antifascista e da propaganda comunista, as ações junto às massas e trabalhadores devem ter um caráter de isolar o Bolsonarismo entre eles e mostrar pelo exemplo que somos não só seus aliados, mas também seu mecanismo de luta e melhora concreta de vida. As organizações voltadas para questões da população Negra, LGBT, Mulheres, etc. têm um papel importante nessa tática. Se construírem em locais de trabalho, estudo e moradia uma verdadeira autodefesa material e física, associada à agitação e propaganda adequadas, darão uma contribuição ímpar à reorganização da luta.
Infelizmente, a terra arrasada deixada em 2022 levará muitos anos para ser reparada, a fome e o desemprego se espalham em todos os locais e os salários se defasaram em todas as categorias. Nesse sentido, os comunistas devem se valer do aprendizado da Pandemia e ter em seu batalhão atividades voltadas para a Solidariedade Proletária, formando uma forte, firme e disciplinada rede de amparo, mobilização e luta. Ampliar a sindicalização, encampar a luta pela recomposição salarial, especialmente das categorias estratégicas, e retirar os sindicatos das direções fossilizadas é uma tarefa central número 2. Isso fortalecerá a organização dos assalariados e da própria Rede, incluindo os sindicatos como fonte e recebedor deste apoio, ou Poder Operário, o Poder Popular. Em resumo, é preciso agir em diversos fronts para enfrentar os desafios atuais e criar condições para uma transformação social mais justa e igualitária.
Um Poder Popular pautado na solidariedade
A construção de um Poder Popular pautado na solidariedade é uma das principais estratégias para a reorganização da classe trabalhadora. É importante lembrar que a solidariedade é uma grande instituição já existente no meio popular, e que aponta para o socialismo do ponto de vista subjetivo. Essa é a nossa maior possibilidade de reorganização, especialmente em meio à calamidade pública que enfrentamos atualmente.
Essa estratégia já está em andamento pelos partidos proletários do país, mas não podemos nos distrair com fatores meramente conjunturais. O centro da tática deve ser deixar a socialdemocracia isolar o fascismo nos meios oficiais, enquanto nós, militantes, isolamos o fascismo do povo trabalhador.
Para isso, é preciso fortalecer a solidariedade por meio de ações concretas junto às massas e trabalhadores. As organizações voltadas para questões da população negra, LGBT, mulheres, entre outras, desempenham um papel fundamental nessa tática. Construir redes de autodefesa material e física associadas a agitação e propaganda adequadas contribuirá para a reorganização da luta e a construção de um Poder Popular.
Além disso, é importante aprender com o que foi vivenciado durante a pandemia e ter em nosso batalhão atividades voltadas para a solidariedade proletária. As brigadas de solidariedade podem ajudar a amenizar as catástrofes diárias, como fome, desabrigo e desemprego, além de se mobilizarem em situações sazonais, como deslizamentos e enchentes. Fortalecer a sindicalização e encampar a luta pela recomposição salarial, especialmente das categorias estratégicas, é uma tarefa central para retirar os sindicatos das direções fossilizadas e ampliar a organização dos assalariados.
Em resumo, a construção de um Poder Popular pautado na solidariedade é uma tática que deve ser mantida e reforçada. É necessário um aparato organizado, preparado e conciso para propagar as ideias e formar mais camaradas competentes. Com isso, poderemos enfrentar a calamidade pública que nos assola e trabalhar pela construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

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