Sinop: Organização Popular

Sinop: Organização Popular

Sinop é uma cidade localizada no estado de Mato Grosso, no Brasil. Sua história começa em 1972, quando o governo federal lançou o Programa de Integração Nacional da Ditadura Empresarial Militar, com o objetivo de desenvolver a região Norte do país. Nesse contexto, Sinop foi fundada com a finalidade de servir como ponto de apoio para a colonização da região.

Desde então, a cidade cresceu significativamente e se tornou um importante centro econômico para a região. Os principais setores econômicos de Sinop são a agricultura, pecuária, indústria, comércio e serviços.

Agricultura e pecuária são as principais atividades econômicas da região, com destaque para a produção de soja, milho, algodão e carne bovina. A indústria também é importante para a cidade, especialmente a de processamento de alimentos e a de produção de etanol.

O comércio e os serviços são setores em constante crescimento, impulsionados pelo desenvolvimento da cidade e pelo aumento da população. Há uma grande variedade de lojas, supermercados, bares, restaurantes, hotéis e prestadores de serviços em Sinop.

Quanto às classes sociais envolvidas no processo de desenvolvimento da cidade, há uma grande concentração de grandes proprietários rurais e empresários no topo da hierarquia social. No entanto, a cidade também abriga uma classe média em crescimento, além de trabalhadores rurais e urbanos em diversas atividades econômicas.

No que diz respeito aos movimentos sociais, Sinop possui uma forte presença de sindicatos rurais e urbanos, além de grupos de defesa dos direitos dos trabalhadores e das minorias. Um exemplo é o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que atua na região desde a década de 1990 em defesa da reforma agrária e dos direitos dos trabalhadores rurais.

Dividir o latifundiário do Camponês e organizar o proletariado do campo

Tal qual os Bolcheviques, é tarefa revolucionária cindir e deixar clara a luta entre o Latifundiário e o camponês, apoiando e organizando o campeonato em uma vanguarda aliada ao proletariado. 

Porém, o processo de infiltração total do capitalismo e suas relações no campo brasileiro, há no grande latifúndio uma infinidade de trabalhadores assalariados, lidando com trabalhos de menor até com alta maquinaria produtiva. Ao mesmo tempo, a propostcao da produção tornou impossível a confusão entre o latifúndio e a produção familiar e a disputa territorial já coloca os dois em luta de classes  aberta.

Neste sentido há duas frentes de atuação importantes em Sinop e Região: 

A vanguarda do Campesinato no Brasil se organiza no MST, por mais que exista limitações na visão do movimento sobre programa, organização e horizontes, não podemos nós querer arrancar deles de uma única vez estas ilusões, isso só isolaria os comunistas e não as posturas reformistas das direções. É tarefa organizar, ampliar e aprofundar a atuação do MST, firmando uma vanguarda campesina e empurrando o movimento para a luta popular aberta, além de ampliando a influência revolucionário nesta classe social. São meio milhão de pessoas na agricultura familiar no Estado de MT.

Por outro lado, se a vanguarda do campeonato éo MST, o desenvolvimento do campo capitalista formou desenas de proletariados assalariados, mesmo trabalhando em na agricultura, está categoria tem potencial de ser a vanguarda que fará avançar a luta no campo brasileiro, apesar de serem apenas 3000 trabalhadores em Sinop em 2017 podem unificar a luta do campo-cidade e amplificar o poder de atuação do próprio MST via sindicatos rurais. Outro setor são as indústrias de Processamento de Alimentos, onde há também algumas centenas de operários trabalhando em Sinop e região.

Organizar os sindicatos rurais e de operários de industria alimenticia como Vanguarda proletária no e o MST retaguarda de luta, a vanguarda campesina é a grande tarefa Revolucionária.

Aprofundamento 01 | Hegemonia Bolsonarista

O desafio número um em Sinop é desarmar e desartucular o facismo: 

Sinop é uma cidade de Mato Grosso que tem se destacado no setor do agronegócio, sendo um dos principais produtores de soja do Brasil. Contudo, também é conhecida por ser um reduto de apoio ao bolsonarismo, com grupos políticos e sociais que se identificam com a ideologia do presidente Jair Bolsonaro.

Essa relação entre o agronegócio e o bolsonarismo em Sinop tem gerado tensões políticas e sociais na cidade. Por um lado, os produtores rurais e empresários do setor têm se beneficiado do incentivo do governo federal e das políticas de desenvolvimento para o agronegócio. Por outro lado, há setores da população que se opõem ao governo e veem no bolsonarismo uma ameaça à democracia e aos direitos sociais.

Esse cenário tem levado a manifestações e conflitos na cidade, como a ocupação da Câmara Municipal por grupos golpistas que hostilizaram uma vereadora do PT, evidenciando a polarização política e a tensão social existente em Sinop.

Considerando as eleições como um reflexo distorcido da situação da consciência popular, no segundo turno das eleições presidenciais de 2022 em Sinop (MT), Jair Bolsonaro do PL liderou com 76,95% dos votos válidos, derrotando o presidente Lula do PT na cidade. No entanto, Lula venceu a eleição nacionalmente com 50,85% dos votos, enquanto Bolsonaro obteve 49,15% dos votos e foi derrotado. A soma de nulos, brancos e abstenções em Sinop representou 21,79% do total de eleitores da cidade. Ou seja, a votação real de Bolsonaro foi de 60,18% dos eleitores.

Assim, a relação entre Sinop, agronegócio e bolsonarismo é complexa e controversa, refletindo a diversidade de interesses e visões na sociedade brasileira. A cidade se destaca pela produção agrícola, mas também é palco de conflitos políticos que mostram a necessidade de diálogo e entendimento entre diferentes setores da sociedade

Aprofundamento 02 | Conflitos por terra em Sinop e região 

A região de Sinop, no norte de Mato Grosso, é palco de diversos conflitos de terra, envolvendo grilagem, ocupação de terras da União e ameaças a famílias. Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), a região lidera o ranking de conflitos agrários no estado.

Um dos casos mais recentes envolve um grileiro que continua ocupando terras da União e ameaçando famílias que vivem na região. De acordo com a CPT, a situação tem se arrastado há anos, sem que haja uma solução definitiva.

Além disso, a região também é marcada pela luta de dezenas de povos indígenas e ribeirinhos contra o projeto Ferrogrão, que prevê a construção de uma ferrovia que cortaria suas terras e impactaria o meio ambiente. Essa luta tem gerado tensão e conflitos na região.

Os conflitos de terra em Sinop estão relacionados a problemas como a falta de regularização fundiária, a expansão da fronteira agrícola e a pressão por recursos naturais. É importante destacar que esses conflitos têm consequências graves para as comunidades locais, que muitas vezes são expulsas de suas terras e perdem suas fontes de subsistência e cultura.

Para enfrentar esses conflitos, é necessário forte organização dos trabalhadores no campo e uma luta de longa duração não só pela terra (e também), mas pelo poder, aliado com os trabalhadores assalariados do campo que crescem cada vez mais. 


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